PRESERVANDO O SÍMBOLO DE JAHU: ESTUDANTES DA “NORMA BOTELHO” PLANTAM PEROBA-ROSA

Quem passou pela Praça Dr. Luciano Pacheco — a tradicional Praça do Museu — na tarde desta quarta-feira (27) encontrou uma cena simples, mas cheia de significado: crianças reunidas ao redor de uma pequena muda de peroba-rosa, com as mãos na terra e os olhos atentos às orientações sobre uma das árvores mais importantes da nossa história.


PRESERVANDO O SÍMBOLO DE JAHU: ESTUDANTES DA “NORMA BOTELHO” PLANTAM PEROBA-ROSA

Estudantes da EMEF Professora Norma Botelho participaram do plantio da espécie que, desde 2004, é oficialmente reconhecida como Árvore-Símbolo do município, pois está presente em seu brasão.

A atividade faz parte de um projeto pedagógico desenvolvido pelo professor José do Amaral Mendes Braga Junior e contou com o gerente de Meio Ambiente, Giovani Mineti Fabrício, que conversou com os alunos sobre a importância ambiental da peroba-rosa, suas características e a necessidade de preservação da espécie.

Para a Prefeitura da Estância Turística de Jahu, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, mais do que plantar uma árvore, os estudantes participaram de uma experiência de conexão com a história e com a identidade da cidade.

UMA GIGANTE DA HISTÓRIA DE JAHU

Imponente e resistente, a peroba-rosa marcou gerações. Sua madeira, considerada “madeira de lei” — termo usado para espécies nobres e de alta durabilidade — foi amplamente utilizada em construções antigas, móveis e estruturas que atravessaram décadas.

Em Jahu, existe um exemplo que ajuda a dimensionar a força dessa árvore: uma única viga de peroba-rosa sustenta parte do telhado da Catedral Nossa Senhora do Patrocínio.

Mas toda essa grandiosidade teve um preço. A exploração intensa da espécie ao longo dos anos fez com que a peroba-rosa entrasse para a lista de árvores ameaçadas de extinção.

Por isso, ações como a realizada pelos estudantes ganham ainda mais importância. Cada muda plantada representa não apenas o cuidado com o meio ambiente, mas também a preservação de uma parte da memória de Jahu.

E talvez seja justamente isso que torne a peroba-rosa tão especial: ela não faz sombra apenas nas praças e ruas da cidade — ela faz parte da história de quem vive aqui.

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