Jaú, Quinta-Feira - 25/05/2017

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Prefeitura e Pró-Terra criam curso para formar plantadores de floresta

 


Curso tem apoio da Fundação Banco do Brasil, oferece 100 vagas e é voltado especialmente a trabalhadores rurais desempregados; lançamento ocorreu no Salão Nobre da Prefeitura



 

A Prefeitura de Jahu, em parceria com o Instituto Pró-Terra e a Fundação Banco do Brasil, fez nesta quarta-feira (22/04) o lançamento do Projeto Plantadores de Floresta. O evento ocorreu no Salão Nobre, às 10h30, com a presença do prefeito Rafael Agostini, secretários municipais, representantes da fundação e do instituto. O curso envolve as Secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Trabalho e Agronegócios e Subprefeitura do Distrito de Potunduva. A primeira turma deve começar nos dias 19 e 20 de maio no Distrito de Potunduva.


 

O secretário de Desenvolvimento, Jorge Alcalde, informa que o curso é de graça e vai oferecer 100 vagas. O foco, segundo ele, são trabalhadores rurais desempregados, especialmente os da lavoura canavieira em face da mecanização da colheita. Nada impede, no entanto, que outras pessoas em situação de vulnerabilidade social participem do curso. Ele avisa que as inscrições dos interessados estão sendo feitas no Posto de Atendimento do Trabalhador (PAT), na Rua Treze de Maio, 347.


 

Rafael Agostini elogiou o Pró-Terra pelas ações “à frente do nosso tempo em políticas públicas voltadas para a preservação e ao meio ambiente”. Também falou do orgulho de a Prefeitura ser parceira do projeto. “Esse curso, além de ter a preocupação ambiental, tem também um cunho social muito grande. Ao mesmo tempo em que estamos formando florestas, preservando nossos mananciais e contribuindo para nosso clima, estamos oferecendo uma alternativa de trabalho para aquelas pessoas que estão saindo da lavoura da cana e para aquelas pessoas que querem aceitar um novo desafio”


 

No início do evento, o presidente do Pró-Terra, Amilcar Marcel de Souza (Cecéu), apresentou um vídeo abordando as ações do instituto através das duas décadas de vida e passou detalhes do projeto Plantadores de Floresta. “Esse trabalho está iniciando hoje uma nova fase. Nos honra muito poder fazer essa ponte de apoio às pessoas que precisam de trabalho, de renda e de qualificação profissional. O projeto tem como meta qualificar 100 pessoas e fazer o plantio de 1.500 árvores na Lagoa Preta, que vai ser recuperada com autorização do proprietário.” Ele ressalta que os alunos do curso formarão um banco de dados que será repassado a prefeituras, órgãos públicos e proprietários rurais que precisam recuperar e adequar sua propriedade agrícola.


 

A solenidade contou ainda com o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Abussamra, dos coordenadores do projeto, Marcos Munhoz e Yanina Michaela Sanmarco e de dirigentes do Banco do Brasil e da Fundação BB: Hélio Massao Kawano (gerente de negócios e desenvolvimento sustentável da superintendência de Bauru), Fabrício Mariano Ferreira (superintendente regional do BB em Bauru), Luiz Wanderley Soares (gerente de relacionamento com governo), Sérgio Portes (assessor de desenvolvimento sustentável) e José Carlos Simioni (gerente do BB em Jaú).


 

Recolocação profissional - Integrante do Pró-Terra e coordenador do projeto, Marcos Munhoz diz que o projeto criado pelo instituto “pretende capacitar mão-de-obra para fazer o reflorestamento”, realizar o plantio de mata nativa, recuperar matas ciliares e áreas degradadas, restaurar ecossistemas e implementar áreas de preservação ambiental (APP´s). Os trabalhadores que fizerem o curso, segundo ele, poderão ser contratados por usinas ou empresas terceirizadas para promoverem a recuperação de área ambiental.


 

O Projeto Plantadores de Floresta foi criado para atuar na formação de mão-de-obra e recolocação de desempregados no mercado de trabalho, principalmente aqueles da área agrícola. “A mecanização da colheita da cana-de-açúcar criou um excedente de mão-de-obra”, diz Marcos Munhoz. Ele avisa que o local para o curso teórico e prático, o Distrito de Potunduva, foi para atender à demanda localizada e a uma maior incidência de desempregados.


 

As 100 vagas disponíveis serão preenchidas em cinco ou seis turmas de 15 a 20 alunos. A primeira delas deverá começar na segunda quinzena de maio. Serão dois dias de curso (sábado e domingo), com aulas teóricas e práticas. Os alunos vão aprender sobre tipos de árvores, conservação de solo e da água, uso de equipamentos de proteção individual, plantio e manutenção das mudas. Também terão orientações sobre o meio ambiente, espécies de árvores e corredores ecológicos.

 

O curso conta com apoio financeiro de R$ 68.480,00 da Fundação Banco do Brasil, além de uma contrapartida do próprio Instituto Pró-Terra. “Vamos capacitar o aluno a ser um plantador de florestas”, ressalta Marcos Munhoz, apontando a importância do projeto para formar profissionais para a área e dar uma nova oportunidade de vida aos desempregados da lavoura.



 

Curso Plantadores de Floresta


 

Objetivo: capacitar o aluno a ser um plantador de florestas

 

Realização: Instituto Pró-Terra

 

Apoio: Prefeitura de Jahu

 

Financiamento: Fundação Banco do Brasil


 

Inscrições: No PAT, a partir do dia 22/04 (de graça)

 

Vagas: 100 vagas (turmas periódicas de 15 a 20 alunos)

 

Local do curso: Distrito de Potunduva (prático e teórico)

 

Turma Inicial: 19 e 20 de maio

 

Conteúdo: tipos de árvores, conservação de solo e água, uso de equipamentos de proteção individual, plantio e manutenção das mudas. Orientações sobre meio ambiente, espécies de árvores e corredores ecológicos.

 

Informações: (14) 3032-1401 (Pró-Terra), (14) 3626-9429 (Sec. de Desenvolvimento)



 

Programa Paisagem Socioambiental

 

(Fonte: Instituto Pró-Terra)


 

Projeto Plantadores de Florestas


Este projeto tem como objetivo valorizar os principais ATORES dos projetos realizados pelo Instituto Pró-Terra de recuperação de Matas Ciliares, Áreas Degradadas, Restauração de Ecossistemas, Implementação de APP´s entre outros: os Plantadores de Florestas.

Estes projetos tiveram a preocupação de aliar a necessidade de mão de obra à geração de emprego e renda, envolvendo trabalhadores rurais desempregados pelos diversos problemas atuais da realidade rural do Brasil, entre eles, mas principalmente, a mecanização da cana. Após, praticamente dois anos de trabalho conjunto com estes atores plantando florestas em importantes projetos como o de recuperação de Matas Ciliares coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo e financiado pelo GEF- Banco Mundial, a equipe sentiu a necessidade de dar mais um passo a frente.

Envolver estes atores em um projeto que valorizasse o ofício de plantar florestas não somente como uma técnica especializada e que requer novos conhecimentos, mas também no reconhecimento da importância destes trabalhadores rurais na necessidade global de mãos que recuperem o Planeta.

Isto é, ao mesmo tempo em que estes atores aprendem técnicas de produção de mudas, implementação, manutenção de reflorestamento e etc.; eles também são envolvidos em atividades de educação ambiental, de entendimento da paisagem, da necessidade da gestão participativa e principalmente de conhecimento de seu contexto socioambiental na busca no desenvolvimento sustentável para todos.

Atualmente, o Instituto Pró-Terra emprega 10 trabalhadores rurais, na sua maioria ex-canavieiros, que estavam desempregados e que agora se beneficiam de todos seus direitos trabalhistas através da carteira assinada. Além disso, possuem Assistência Médica, condições de segurança no trabalho com o fornecimento de (EPI´s) e sempre que possível ajudas extras como cestas básicas. Além disso, o grupo tem participado de oficinas de Educação Ambiental, de reuniões para conversas em temas Socioambientais, de Vivencias de Sensibilização no campo, de Extensionismo com Universitários, de envolvimento de crianças, resgate cultural, entre outros. Uma das ações mais recentes é uma pesquisa qualitativa sobre suas percepções.

Horizontes de Florestas
O Projeto Plantadores de Florestas busca apoio e financiamento para ampliar a sua atuação. O projeto tem como objetivo dar mais cursos profissionalizantes para trabalhadores rurais que estão atualmente desempregados, oportunizando a geração de emprego e renda além da sensibilização e capacitação para as questões socioambientais.

Este apoio é importante, já que são necessárias horas técnicas, mas principalmente ajuda de deslocamento e alimentação para a participação desta população extremamente carente e em estado de fragilidade social.

Outra forma de apoiar o projeto é através da contratação da Equipe Pró-Terra em Reflorestamentos, possibilitando a continuidade da equipe existente, assim como, possibilitar empregar mais trabalhadores para e execução dos trabalhos. Além disso, desta forma, uma porcentagem do valor da muda plantada é destinado ao Projeto Plantadores de Floresta do Programa Paisagens Socioambientais, ajudando assim, a multiplicar as ações que levam a Inclusão Social aliada a Conservação da Natureza

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