Jaú, Sexta-Feira - 22/09/2017

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Sábado tem exposição e show em Tributo a Amauri René


Acervo musical e pessoal do tenor será exibido no Museu às 11h; às 21h tem apresentação musical no Cine Municipal

 


O tenor Amauri René que realizou trabalho expressivo com ópera em Jaú e que morreu em 30 de junho de 2012 vai ter um dia em sua homenagem neste sábado. A Prefeitura de Jahu, por meio da Secretaria de Cultua, Esporte e Turismo, realiza um tributo a ele com abertura de exposição do acervo musical e pessoal e apresentação musical.

“Ele fincou raízes em nossa cidade, teve um trabalho sensacional na parte de ópera e música lírica. Vamos fazer uma homenagem juntamente com a Daniela Zago, sua companheira., com uma ala no museu com alguns objetos artísticos, e à noite, amigos e artistas vão fazer uma apresentação em sua homenagem”, comentou o secretário de Cultura, Hamilton Chaves.

O Tributo a Amauri René será realizado em duas partes. A primeira ocorre às 11h no Museu Municipal de Jaú com a abertura do espaço Acervo Musical e Pessoal do Tenor Amauri René – essa exposição será permanente e poderá ser visitada pela população no horário habitual do museu.

A segunda parte está programada para o Cine Municipal, às 21h do mesmo sábado, com apresentação musical realizada por cinco de seus alunos de canto: o barítono Robson Felipe (Bauru), os tenores jauenses Daniel Nadaleto e Luciano Bachiega, o tenor Paulo Santoro (Araraquara) e a soprano Caren Lícia (Londrina). Eles serão acompanhados pelo pianista jauense Mir de Oliveira.

O objetivo do tributo, segundo a Secretaria de Cultura, é o de celebrar a vida e a obra do artista lírico nascido em Minas Gerais, criado no Rio de Janeiro e adotado por Jaú. Não só pelo carinho do público, mas também pela titulação de Cidadão Jauense. Amigos e familiares estarão presentes. A entrada é franca.

Amauri René realizou produções inéditas no interior paulista. Foi destaque na mídia nacional, como Jornal Nacional e Fantástico, o feito de Jaú ganhar reconhecimento pela profusão e qualidade de óperas, como “I PAGLIACCI”, ”CAVALLERIA RUSTICANA”, “TOSCA”, “LA BOHÈME”, “L´ELISIR D´AMORE” e outras.

 

Serviço:

 

Tributo a Amauri René

Dia: 8 de junho, sábado

 

11h. Cerimônia de abertura e inauguração da exposição permanente: acervo pessoal e artístico de Amauri René

 

 

Local: Museu Municipal Rafael Toscano

 

 

21h. Tributo a Amauri René: “Vida e Obra – Homem e Artista”

 

 

Local: Cinema Municipal

 

 

Quem é Amauri René

Filho mais velho de Seu Juca e Dona Celeste, dividiu a infância simples e difícil dos tempos da grande guerra com os irmãos Risa Maris, Ronaldo Lúcio, Paulo Murilo e Maria Celeste, em Rio Novo/MG.

Aos 8 anos de idade muda-se com a família para o Rio de Janeiro. Amauri  já demonstrava intimidade com a música e tornou-se rumbeiro em sua mocidade.

Apaixonou-se pela ópera quando, em companhia do pai, assistiu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a “Aída”, de Giuseppi Verdi. Iniciou, então seus estudos de canto com Paul Prochet e, mais tarde, foi aceito aluno do italiano Giuseppe Croce.

Aos 23 anos, estreou profissionalmente como PINKERTON na Ópera Madame Butterfly, de Puccini, pelo Teatro de Ópera de Niterói. Por sua belíssima e potente voz, galgava papéis de destaque em produções cada vez mais importantes.

Ter sido dirigido por Franco Zefirelli na Ópera La Traviatta, no Rio de Janeiro, e ser citado no Dicionário de Ópera de Charles Osborne eram motivos de satisfação para Amauri.

Cantou nos Estados Unidos e em todos os principais teatros brasileiros, deixando em cada um deles amigos que o amavam e o respeitavam por seu jeito amável constante bom humor.

“A vida é maravilhosa e precisa ser levada ‘não muito a sério”, afirmava sempre!

Funcionário de carreira do Banco Central do Brasil, realizou diversas viagens pelas Américas e Europa tendo sido um grande admirador da Itália - berço da Ópera - por sua cultura e gastronomia.

De casamentos anteriores, teve os filhos Carmem Lúcia e Amaurizinho, Jeanine e Márcio e em terceiras núpcias, com a regente Daniela Zago (*), teve ainda os filhos Ivan e Bruna.

Ministrou aulas de canto até 2010, iniciando muitos novos talentos, entre os quais, os solistas que fazem o Tributo neste sábado. Aos 78 anos, ainda cantando, Amauri René, faleceu. Era

30 de junho de 2012. Em 4 de junho, se estivesse vivo, completaria 79 anos.

Fonte: Daniela Zago (*)

 

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